Ao fim da tarde entro na Sá da Costa e desta vez, com um pouco de tempo livre para passear tranquilamente por entre as estantes. Demorei, mas consegui finalmente ver e folhear alguns dos lindíssimos livros do Le Club Français du Livre, ainda encontrei algumas surpresas e “matéria” para ler e pesquisar mais no regresso a casa. Poderia ser apenas isto, o que já era bastante, mas hoje tive direito a um bónus especial: fui convidada a visitar o 1º andar da livraria e garanto que é um espaço perfeito. Enquanto seguia atrás do livreiro por entre aquelas estantes de madeira escura, lindas, com encaixes talhados para as prateleiras, numeradas nas divisórias, o corrimão de ferro, as portas de vidro martelado, espaços bem desenhados, janelas amplas e abertas para a luz da baixa, o cheiro dos livros, o som da rua, confesso que imaginava como seria há anos atrás, o movimento, o vai e vem dos livros, as andanças das pessoas que por lá passaram, uma livraria e uma editora – Sá da Costa.
Quando saí, de sorriso nos lábios, pensei apenas no prazer da existência daquele espaço, que está lá vivo, mas convém não nos esquecermos que as “casas dos livros” precisam de ser habitadas! Obrigada pela visita Pedro.

Sei do que estás a falar. Tive uma visita guiada pelo Cláudio a esse primeiro piso. É belissímo