contrários

De manhã nevoeiro, à tarde sol e borboletas. Contrários dentro e fora de mim.

“(…) O dicionário de Flaubert é um curso de ironia: vemo-lo aplicá-la em cada definição em várias espessuras, como um pintor da travessia da Mancha a escurecer o céu com uma nova camada. Fico tentado a escrever um “Dicionário de Ideias Aceites” sobre o próprio Gustave. Um livro pequeno: um guia de bolso de armadilhas, directo e enganador. A sabedoria transmitida em pílulas, algumas envenenadas. É essa a atracção e também o perigo da ironia: a maneira como permite ao escritor estar aparentemente ausente do seu trabalho, estando, no entanto, realmente presente. Pode-se comer o bolo e guardá-lo; o único perigo é que se engorda. (…)”, “O Papagaio de Flaubert”, Julian Barnes, Quetzal, 2010.

Notas para não me perder nas leituras de dia: “A Interpretação dos Sonhos”, Sigmund Freud, Relógio D’Água e ” Viagem de Autocarro”, Josep Pla, Tinta-da-china.

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