Enrique Vila-Matas

” (…) Com o seu Teatro de Ratoeira, guiava-os aos dois, Débora e Vílnius, o convencimento de que a ficção sempre serviria muito melhor para dizer ou insinuar a verdade onde outros meios se revelaram ineficazes. E guiava-os também outra convicção:a de que desde há anos vem faltando à história de género épico um novo capítulo, talvez o último, um que seria verdadeiramente épico e incluiria todos aqueles narradores que lutaram com um esforço titânico contra a forma de fingimento ou de impostura e cuja luta sempre teve um evidente acento paradoxal, pois quem combateu assim foram os escritores que viveram enterrados até ao pescoço no mundo da ficção:artistas que buscaram o modo de dizer ou de se aproximar da verdade através dela, através da ficção, conseguindo que pelo menos dessa tensão estilística surgissem as maiores aproximações à verdade que se conhecem até agora. (…)”

“Ar de Dylan” de Enrique Vila-Matas, edição Teodolito, 2012.

Terminei-o ontem, sinto-me bem dentro dos livros de Vila-Matas. Neste acompanhou-me a sensação estranha, mas agradável, de estar dentro do livro. Uma Débora, outra Débora, leitora, personagem, ficção, realidade.

O próximo da lista é  o “Exploradores do Abismo” e depois o “Dublinesca” que estava a ler na Pó quando um visitante se aproximou do balcão e disse: “Tem o Dublinesca de Vila-Matas?”, eu “sim” e lá se foi o livro, era o último. Fiquei a meio…

 

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