rapaz

Vejo-o  a brincar na sala, inventa batalhas, explosões e combates. Fico a olhar para ele enquanto brinca, escuto-lhe os diálogos imaginários como uma espécie de música de fundo que me acompanha. Olho-o e vejo que já não é um menino pequeno. Está grande, mesmo grande, é um rapaz. Sinto-o nas rotinas diárias, nas conversas, nos gestos, nas perguntas e nas respostas, na maneira como se move. É um rapaz. Senta-se ao meu colo, sobram braços e pernas que já não encontram lugar. Olho para ele e sei que aquele corpo não caberá mais no meu, sou pequena e ele cresce, mas gosto de o ver “ficar grande”. Sei que não caberá mais no meu colo, mas sempre dentro de mim. É um rapaz, um rapaz meigo.

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