um dia

Chatear-me com a chuva, ouvir Beck e The National mesmo aos gritos nos headphones, dançar discretamente, ver a cidade correr através da janela do 44, café e cigarro, sentir o dia a começar, ler um belo conto de Javier Marias durante o almoço, comer aletria, adoro, apetecer-me fugir o resto da tarde para um sítio onde não tivesse de fazer nada, não querer falar com pessoas e ter de falar porque faz parte do trabalho, saber que às vezes preciso de estar sossegada, de ser só eu, mais livros, ecrã do computador, telefones, pessoas, ler bocados de livros no balcão, divertir-me com o psicanalista arrogante a tentar ser simpático, sair da Pó, respirar fundo, mais música, outro cigarro, pensar nas conversas sobre Y. Tatsumi e na camisa às pintas do outro dia, andar, sentir-me bem , dizer adeus a visitantes da Pó que atravessam o meu caminho em sentido contrário, sol de volta e um céu azul riscado de nuvens que me pareceu perfeito.

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