under construction

Gosto de ver andaimes, construções na cidade, estruturas que crescem e se desmontam. Agradam-me as possibilidades destes módulos que desenham esqueletos a régua e esquadro, transparentes e labirínticos. Imagino-os quase orgânicos, a alastrarem-se colados aos edifícios e às ruas. E mesmo correndo o risco de ouvir os “piropos” mais ordinários, não resisto a parar e ficar a olhar os homens que neles trabalham, caminhando sobre linhas rectas, pendurados num mundo paralelo, subindo e descendo, equilibrados, equilibristas.

Lembro-me sempre de um livro que adoro  “A Febre de Urbicanda” de Schuiten & Peeters, editado há muitos anos pelas Edições 70.

Ouço esta música que faz eco dentro de mim, vira-me do avesso, de uma forma visceral, desconstruída. Às vezes assusta-me, outras vezes conforta-me, mas fico sempre melancólica.

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