adormecida, não bela

Estava cansada, tão cansada que adormeci na cama do rapaz pequeno enquanto conversava com ele, provavelmente primeiro que ele. Acordei horas depois, incomodada com a cama demasiado pequena, as luzes da casa acesas, estremunhada, ele dormia, eu estou cansada e com sede. Levanto-me, é tarde, chove sem parar, vagueio pela casa e continuo “meia cá, meia lá”, bebo água, muita, sento-me a fumar um cigarro e penso nos três dias que passaram, cheios de coisas boas, talvez demasiadas, na verdade assustam-me os ventos de feição, estou treinada para os altos e baixos constantes, para não me atrever com os sorrisos, ser cautelosa, louca tantas vezes, mas “cuidadosamente” louca, pessimista, sempre a espera do revés que se segue e, por tudo isto estranho, lembro-me que tenho dormido pouco, cansada apago o cigarro e regresso à cama, à minha, deito-me quieta a ouvir a chuva, por hoje descanso.

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