Das mil vezes que olho para ti e fico com o coração nas mãos. Da angústia que tantas vezes me tolhe os movimentos, dos momentos em que não respiro apenas por não saber como te vais safar desta merda toda. De ser realmente isso o que me desespera, seres tu e não eu, eu sei que me safo nem que tenha que desatar ao soco a tudo e a todos, mas tu estás aqui e isso torna tudo diferente. Eu que me estou a borrifar para ser perfeita ou boa mãe ou a super-mulher, sou uma pessoa e chega-me, grito, brinco, barafusto, perco a paciência, encho-te de abraços, durmo pouco, ralho-te, fico apaixonada a ver como estás crescido e bonito, cumpro rotinas, jogo à bola dentro de casa, faço panquecas com doce para o jantar ou outras coisas estranhas, na verdade muitas coisas estranhas, também as normais, obrigo-te a fechar a luz quando tu queres continuar a ler, faço disparates, tu também fazes disparates, peço desculpa, tu também, vivemos. Às vezes corre bem, outras vezes corre mal, para a próxima corre melhor e normalmente corre.
Mas ultimamente fico parada, demasiadas vezes, apenas a olhar para ti e pergunto-me se te estou a “ensinar” o suficiente para aguentares, agora os dois, um dia tu sozinho, o que está chegar. E não devia, não devia, queria apenas viver sem esta angústia estúpida, apenas viver contigo enquanto for tempo disso.

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