fazer sentido

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“(…)Quase tudo nesta época encobre e sufoca o que em nós anda à flor da pele, o que connosco anda à superfície da Terra, digo: no contacto com os outros: – a nossa experiência pessoal, os nossos desejos mais íntimos, o acto espontâneo, livre e amoroso! Um processo policial é usado, não só pela Polícia e Tribunais, o que lhes é próprio, mas pelos próprios “civis” na crítica, no contacto, no aperto de mão.
Uma mudança de rumo em TODOS e em TUDO não pode deixar de começar em nós individualmente. “Até que ponto pode chegar um homem desesperado quando o ar é um vómito e nós seres abjectos?” – a frase que poderemos intitular de central. E esta posição de abjecção, de desespero irresignável, leva-nos à única posição válida: – SOBREVIVER, mas Sobreviver LIVRES, pois não existe sobrevivência na escravatura, mas na não aceitação desta. “Ser Livre” é possuir-se a capacidade de lutar contra todas as forças que nos contrariam, é não colaborar com elas. (…)”

de “ERRO PRÓPRIO”, António Maria Lisboa em “Poesia”, BI-Assírio & Alvim 2008.

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