projecto LNJ

casas

II

Prometeu ser virgem toda a vida
Desceu persianas sobre os olhos
alimentou-se de aranhas
humidades
raios de sol oblíquos

Quando lhe tocam       quereria fugir
se abriam uma porta
escondia o sexo

Ruiu num espasmo de verão
molhada por um sol masculino

de “As Casas” de Luisa Neto Jorge, “Poesia”, Assírio & Alvim 2001.

Uma ilustração e um dos poemas de “As Casas”.
Por agora, considero-a finalizada e será a única a aparecer de “corpo inteiro” aqui. Este “por agora”, deve-se apenas a um facto:  enquanto estiver a trabalhar nas outras ilustrações do projecto, será impossível garantir que qualquer uma delas está finalizada, a  etapa dos “pontos finais” chegará quando todas estiverem nesta fase.  Até lá, ainda tenho muito trabalho pela frente.

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