fio condutor

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Leio deitada “Ou o poema contínuo”, uma leitura feita de idas e vindas, avanços e recuos, enredo-me numa teia difícil mas irresistível e continuo às voltas, paro quando oiço o som de um avião, paro e espero, com o olhar fixo nos vidros da varanda, aguardo a sua passagem, suspensa nesse preciso momento, paro, as luzes lentamente riscam o negro da noite, o som evapora-se no ar e na janela desenha-se uma linha feita de melancolia e saudades. Regresso ao poema.

“Ou o poema contínuo” de Herberto Helder, Assírio & Alvim 2004.

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