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Um diário que chegou ao fim, outro que se inicia.

Das leituras:

“O que a arte seja, tem de apreender-se a partir da obra. O que seja a obra, só o podemos experienciar a partir da essência da arte. Qualquer um nota com facilidade que nos movemos em círculo. O senso comum exige que se evite este círculo, porque constitui uma violação da lógica. Pensa-se que se pode colher o que seja a arte através de uma observação comparativa das obras de arte existentes e a partir destas. Mas como poderemos estar certos de que são, de facto, obras de arte que pomos como fundamento para uma tal contemplação, se não sabemos antecipadamente o que é a arte?”

“Portanto, temos de percorrer o círculo. O que não é nem um expediente ante a dificuldade, nem uma imperfeição. Seguir este caminho é que é a força, e permanecer nele constitui a festa do pensamento, admitindo que o pensamento é um ofício (Handwerk). Não só o passo principal da obra para a arte é, enquanto o passo da arte para a obra, um círculo, mas cada um dos passos que tentamos se move nesse círculo.”

“A origem da obra de arte”, Martin Heidegger, Edições 70

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