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Do pensamento morfológico  (ou os caminhos continuam a vir dar aqui):

“O que é um fenómeno originário? É a condição inseparável do condicionado e que só se descobre por observação do condicionado. Para Goethe, e Benjamin segue-o, “os factos são já a teoria” (o que nada tem a ver com o “empírico”, mas com o “fazer justiça aos factos”, como disse Wittgenstein). Isto quer dizer que, se observarmos com muita atenção uma coisa, acabaremos por encontrar o seu próprio método de conhecimento, o que implica, ao mesmo tempo, a descoberta de novos órgãos em nós, como escreve num dos seus textos sobre morfologia: “Cada novo objecto, bem contemplado, faz nascer um novo órgão dentro de nós”. A sua versão em Benjamin é:

Método é desvio (…) Perseverante, o pensamento começa sempre de novo, regressa minuciosamente à própria coisa. Esta respiração incansável é a forma original da existência da contemplação. (Prefácio, Origem do Drama Lutuoso Alemão)”

Maria Filomena Molder, “O Químico e o Alquimista – Benjamin, Leitor de Baudelaire

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